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Carbono Neutro: saiba como alcançar a neutralidade de carbono novo

Sustentabilidade

Carbono Neutro: saiba como alcançar a neutralidade de carbono

data: 05/12/2024 | tempo de leitura: 32 min
Mudas de planta no viveiro da Klabin.

A crescente preocupação com as mudanças climáticas e seus impactos devastadores têm mobilizado governos, empresas e cidadãos ao redor do mundo em busca de soluções sustentáveis para minimizar as emissões de gases do efeito estufa.

Conforme os efeitos do aquecimento global se tornam cada vez mais visíveis — incluindo fenômenos climáticos extremos e a perda de biodiversidade — a necessidade de ações eficazes se torna cada vez mais urgente.

Nesse contexto, o conceito de carbono neutro nasce como uma estratégia essencial para enfrentar esses desafios, possibilitando que tanto indivíduos quanto organizações desempenhem um papel ativo na construção de um futuro mais equilibrado e sustentável.

Mas o que exatamente significa ser carbono neutro e quais são os passos necessários para alcançar essa meta?

A neutralidade de carbono envolve um processo que vai além da simples redução de emissões… E hoje, você finalmente vai entender tudo que implica esse termo abrangente.

Neste texto, vamos desvendar os processos e técnicas que podem levar à neutralidade de carbono. Você vai poder entender desde os objetivos do carbono neutro até como fazer seu cálculo!

Ao compreender como cada um de nós pode ajudar a alcançar a neutralidade de carbono, podemos gerar um impacto positivo não apenas em nosso entorno, mas também em escala global. Embora alcançar essa meta represente um desafio, é também uma oportunidade valiosa para criar um futuro mais sustentável e responsável para as próximas gerações.

Vamos começar essa jornada?


Primeiramente, o que é carbono neutro?


A neutralidade de carbono, ou carbono neutro, é um conceito amplamente debatido no contexto das atuais preocupações ambientais e das mudanças climáticas.

De forma simples, ser carbono neutro significa equilibrar as emissões de carbono liberadas na atmosfera com aquelas que são compensadas ou removidas. Em outras palavras, as emissões de gases de efeito estufa são igualadas ou neutralizadas por ações que reduzem ou removem a mesma quantidade de carbono.

Esse esforço visa minimizar o impacto ambiental das atividades humanas, compensando a quantidade de carbono emitida na atmosfera.

A pegada de carbono de uma organização, indivíduo ou produto é medida, e, em seguida, são implementadas ações para equilibrar essa emissão por meio de práticas sustentáveis ou compensações ambientais.

Uma área emergente e promissora é a captura direta de carbono, que busca remover o dióxido de carbono da atmosfera de maneira eficaz.
Carbono neutro: qual a sua origem? 
A origem do conceito de neutralidade de carbono remonta ao Protocolo de Kyoto, assinado em 1997. 
Esse acordo internacional foi pioneiro ao estabelecer metas específicas de redução de emissões de gases de efeito estufa para países desenvolvidos. O Protocolo introduziu o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), que permite a certificação da redução das emissões de carbono, dando origem ao crédito de carbono. Esse crédito representa uma tonelada de CO2 que deixou de ser emitida, e pode ser comercializada entre países e empresas, incentivando a redução das emissões de maneira global.
Com o avanço das discussões sobre as mudanças climáticas, o conceito de neutralidade de carbono começou a ganhar relevância nas conferências climáticas ao redor do mundo.
Em 2015, o Acordo de Paris sucedeu o Protocolo de Kyoto, expandindo os compromissos de redução de emissões para incluir também países em desenvolvimento. Este acordo reconheceu a necessidade de esforços globais mais amplos e colaborativos para combater as mudanças climáticas.
Além disso, antes mesmo da formalização desses tratados, a expressão “carbono-neutro” começou a aparecer em contextos diversos, refletindo uma crescente conscientização sobre a importância da sustentabilidade e da redução dos impactos ambientais.
Em 2006, o termo foi reconhecido como palavra do ano pelo dicionário de Oxford, evidenciando seu destaque na agenda global e a relevância das práticas que buscam equilibrar as emissões de carbono com ações de compensação.
Entenda mais: O que é e como funciona o mercado de crédito de carbono.
Entenda os objetivos do carbono neutro 
A adoção de práticas voltadas para a neutralidade de carbono tem como objetivo principal reduzir a emissão de gases poluentes na atmosfera. Essa redução é fundamental para reduzir o efeito estufa e desacelerar o aumento das temperaturas globais, um fenômeno conhecido como aquecimento global, que está gerando mudanças climáticas significativas.

O Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas (IPCC) revelou em seus estudos que, desde o período pré-industrial, as temperaturas do planeta aumentaram em 1,1 °C, variando cerca de 0,2 °C a cada década. Para evitar que esse aumento ultrapasse os 1,5 °C — considerado um limite seguro — o IPCC enfatiza a necessidade urgente de alcançar a neutralidade de carbono até meados deste século, ou seja, até a década de 2050.

Além de acabar com o aquecimento global, os objetivos do carbono neutro incluem:

Preservação da Biodiversidade: Reduzir as emissões de gases de efeito estufa ajuda a manter os ecossistemas em equilíbrio, garantindo a sobrevivência de diversas espécies e a saúde dos habitats naturais.

Promoção de Práticas Sustentáveis: Incentivar o uso de tecnologias limpas e fontes de energia renovável, como solar e eólica, contribui para uma economia mais sustentável e reduz a dependência de combustíveis fósseis.

Desenvolvimento Econômico: A transição para uma economia de baixo carbono pode criar novas oportunidades de emprego e estimular o crescimento de indústrias verdes, beneficiando a economia local e global.

Resiliência Climática: Implementar práticas de neutralidade de carbono fortalece a capacidade das comunidades de enfrentar desastres naturais e outros impactos das mudanças climáticas, promovendo a segurança e o bem-estar social.

Responsabilidade Social e Ética: Comprometer-se com a neutralidade de carbono demonstra uma responsabilidade coletiva em relação às futuras gerações e à saúde do planeta, promovendo uma ética de cuidado e respeito ao meio ambiente.

Os objetivos do carbono neutro vão além da simples redução de emissões. Eles visam um futuro mais sustentável, equitativo e resiliente para todos!

Saiba mais: Como funcionam as metas para combater a crise climática.
Afinal, como funciona o carbono neutro?
O conceito de carbono neutro funciona por meio da compensação das emissões de dióxido de carbono.

Então, basicamente, a quantidade de poluentes que liberamos na atmosfera precisa ser equilibrada pela quantidade de carbono que é reabsorvida pela natureza, como por árvores, solo e oceanos.

Esse processo de reabsorção é chamado de sequestro de carbono. O objetivo é que, no final, as emissões e o sequestro se igualem, resultando em um saldo zero e, assim, atingindo a neutralização das emissões.

A neutralização do carbono começa com o cálculo das emissões totais geradas por diferentes agentes, como empresas, governos e indivíduos. Esse levantamento é fundamental para entender a pegada de carbono de cada entidade e, mais importante, para escolher as técnicas de compensação mais adequadas a serem adotadas.

Após o cálculo, as entidades podem adotar várias estratégias para alcançar a neutralidade. Isso pode incluir a redução direta das emissões, como a implementação de tecnologias mais limpas e eficientes, e o uso de fontes de energia renovável.

Além disso, quando as reduções não são suficientes para zerar as emissões, as organizações podem optar por compensar suas emissões através do financiamento de projetos que promovam o sequestro de carbono, como o reflorestamento, a preservação de florestas existentes e a recuperação de áreas degradadas.

Outras abordagens incluem a compra de créditos de carbono, que representam a redução de uma tonelada de CO2 em outro lugar, permitindo que as empresas que não conseguem eliminar suas emissões colaborem com projetos que promovem a sustentabilidade e a redução do aquecimento global. 

Assim, o processo de se tornar carbono neutro envolve tanto a medição precisa das emissões, quanto a implementação de ações efetivas para reduzir e compensar elas, contribuindo para um futuro mais sustentável.
Por que a neutralidade do carbono é tão importante para o futuro?
A importância do carbono neutro para o futuro do nosso planeta não pode ser subestimada.

O mesmo IPCC tem emitido alertas constantes sobre o aumento acelerado das temperaturas globais e os impactos prejudiciais das mudanças climáticas. Esses efeitos já são visíveis, com o aumento da frequência de fenômenos extremos como grandes inundações, secas severas e temperaturas extremas em períodos inusitados.

Nesse contexto, alcançar a neutralidade de carbono é essencial para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e aumentar a captura do carbono que já foi liberado na atmosfera. Isso é fundamental para desacelerar o aquecimento global a médio e longo prazo. Adotar práticas que promovam a neutralidade de carbono não apenas ajuda a regular o clima global, mas também é vital para a manutenção da biodiversidade. Um clima estável é fundamental para manter os ecossistemas em equilíbrio, garantindo a sobrevivência de diversas formas de vida no planeta.

Além disso, o carbono neutro pode trazer benefícios econômicos. Investir em tecnologias limpas e práticas sustentáveis pode estimular o crescimento de novas indústrias e empregos, contribuindo para uma economia mais verde. Também ajuda a fortalecer a resiliência das comunidades frente aos impactos das mudanças climáticas, tornando-as menos vulneráveis a desastres naturais.

Portanto, a busca pela neutralidade de carbono não é apenas uma responsabilidade ambiental, mas uma necessidade urgente para garantir um futuro sustentável, saudável e equilibrado para as próximas gerações.
Saiba mais sobre a relação entre neutralização de carbono e sustentabilidade 
A relação entre a neutralização de carbono e a sustentabilidade se torna cada vez mais evidente, integrando-se ao cotidiano de diversas áreas.

Em 2022, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que 6 em cada 10 indústrias no Brasil já contam com um departamento ou área dedicada à sustentabilidade, um número que continua a crescer em todos os setores da sociedade. 

É importante reconhecer que praticamente todas as atividades humanas geram emissões de carbono, e eliminá-las completamente, pelo menos por agora, é inviável. No entanto, a neutralização de carbono surge como uma solução necessária. Embora os gases de efeito estufa (GEEs) sejam apenas um aspecto das mudanças climáticas, focar neles e analisar seus impactos é fundamental para evitar a degradação ambiental. 

A neutralização de carbono está intimamente ligada aos princípios da sustentabilidade, pois permite a redução das emissões por meio da adoção de práticas como o uso de energias renováveis e a eficiência energética.

Além disso, envolve a recuperação de ecossistemas, como o reflorestamento e a conservação de áreas naturais, que são essenciais para a biodiversidade e para a saúde do planeta. Essas ações ajudam a proteger recursos naturais que sustentam a vida e refletem um compromisso com a responsabilidade social e ambiental.

Ao adotar práticas de neutralização de carbono, as empresas demonstram interesse em contribuir positivamente para suas comunidades e para o bem-estar das futuras gerações. Essa busca também estimula a inovação em tecnologias sustentáveis, criando oportunidades de negócios em setores como energia renovável, transporte sustentável e agricultura ecológica, impulsionando assim a economia verde. 

Além disso tudo, é sempre importante lembrar que a promoção de práticas de neutralização de carbono aumenta a conscientização sobre a importância da sustentabilidade, inspirando indivíduos e organizações a adotarem comportamentos mais responsáveis em relação ao meio ambiente.

Portanto, a neutralização de carbono não é apenas uma resposta às mudanças climáticas, mas uma estratégia integrada dentro de um conceito mais amplo de sustentabilidade. Ao abordar essa questão, estamos promovendo um futuro mais equilibrado, saudável e sustentável para todos.
Conheça as principais técnicas de neutralização de carbono
Quando se diz que praticamente qualquer atividade gera carbono, isso se refere ao fato de que até mesmo uma colheita mecanizada ou o deslocamento de carro para o trabalho contribuem para a emissão de gases de efeito estufa! Da mesma forma, a comida comprada no supermercado também passa por processos que emitem CO2…

Portanto, é essencial que todos adotem medidas para reduzir as consequências e buscar a neutralização de carbono, ajudando a desacelerar o aquecimento global e melhorando a qualidade de vida.

A aquisição de créditos de carbono por empresas ou governos é uma das principais técnicas de neutralização de carbono. Implementado com o Protocolo de Kyoto em 1997, cada crédito de carbono representa uma tonelada de CO2 que deixou de ser liberada na atmosfera ao longo de um ano. Esses créditos podem ser comercializados diretamente entre os agentes envolvidos — aqueles que buscam compensar suas emissões e aqueles que detêm os créditos por meio da absorção de carbono — ou por meio do mercado de carbono. O certificado é emitido pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).

A adoção de energia limpa, que envolve mudanças nas matrizes energética e elétrica dos territórios, é outra técnica que pode ser utilizada para compensar as emissões de carbono. Isso inclui a utilização de fontes renováveis, como energia solar, eólica, hidráulica e biomassa, por diversos agentes da sociedade civil.

A adoção de práticas sustentáveis no processo de produção do setor econômico é outra das formas de compensar as emissões de carbono. Isso envolve a incorporação de tecnologias não poluentes e métodos produtivos menos agressivos ao meio ambiente, além de ações por parte dos indivíduos, como consumo consciente, redução de desperdício, reciclagem e descarte correto do lixo. Os governos também desempenham um papel importante nesse processo. Sem essas mudanças, não é possível alcançar um impacto real no médio e longo prazo, conforme estimado pelo Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Entre as práticas sustentáveis, destacam-se:

Uso de energias renováveis;
Descarte adequado de resíduos e compostagem de orgânicos;
Uso eficiente dos recursos naturais (como água, minerais e alimentos);
Desenvolvimento de produtos e processos mais eficientes em termos de recursos;
Redução do consumo supérfluo (em alimentação e vestuário);
Plantio de árvores.

Essas são algumas das principais estratégias para minimizar a emissão de carbono e reverter os efeitos do gás já presente na atmosfera.

Confira: Energia limpa ou renovável.
O que é uma empresa carbono neutro? 
Ser uma empresa carbono neutro implica calcular e monitorar o total de emissões de CO2 geradas pelas suas atividades, buscando reduzir esse impacto ao máximo.

As emissões que não puderem ser eliminadas devem ser compensadas por outros meios, como a compra de créditos de carbono.

A compensação por meio de créditos de carbono ocorre através da recuperação e preservação de florestas e oceanos, que desempenham um papel fundamental no sequestro de CO2 da atmosfera. Organizações dedicadas a essas atividades podem gerar um crédito para cada tonelada de CO2 sequestrada, vendendo esses créditos para outras empresas que não conseguem evitar suas emissões, ajudando-as a alcançar a neutralidade.

Assim, empresas que precisam compensar suas emissões podem adquirir créditos de carbono, permitindo que as organizações credoras continuem investindo na restauração do meio ambiente. O resultado é uma maior preservação da natureza, a reversão da poluição do ar e a redução dos impactos climáticos.
Entenda o processo de neutralização de carbono nas empresas 
O processo de neutralização de carbono nas empresas envolve uma série de etapas e práticas que visam reduzir e compensar as emissões de gases de efeito estufa. 

O primeiro passo, geralmente, é medir a pegada de carbono da empresa, ou seja, calcular a quantidade total de CO2 e outros gases emitidos durante suas operações. Isso inclui todas as atividades, desde a produção e transporte até o consumo de energia e gestão de resíduos.

Após determinar a pegada de carbono, a empresa pode identificar onde é possível reduzir as emissões. Isso pode envolver a adoção de tecnologias mais eficientes, a transição para fontes de energia renovável, como solar ou eólica, e a implementação de práticas de economia circular, que buscam diminuir o desperdício e aumentar a reutilização de recursos.

Depois de adotar medidas de redução, as empresas precisam pensar na compensação das emissões que não conseguem eliminar. 

Isso pode ser realizado pela compra de créditos de carbono, que financiam projetos de reflorestamento, preservação de florestas ou outras iniciativas que ajudam a sequestrar carbono da atmosfera. Cada crédito representa a remoção ou a não emissão de uma tonelada de CO2.

Além disso, muitas empresas optam por se envolver em iniciativas de sustentabilidade e responsabilidade social, como o apoio a comunidades locais e projetos ambientais, o que pode aumentar ainda mais seu impacto positivo.

Por fim, a transparência e a comunicação são fundamentais!

As empresas devem relatar suas práticas de neutralização de carbono, permitindo que stakeholders, clientes e colaboradores acompanhem seu progresso. Isso não apenas ajuda a construir confiança, mas também pode fortalecer a reputação da marca em um mercado cada vez mais consciente sobre questões ambientais.

O processo de neutralização de carbono nas empresas é um conjunto abrangente de ações que inclui a medição, redução, compensação e comunicação das emissões. Essa abordagem é fundamental para promover um futuro mais sustentável.

Veja mais: 5 sinais que fazem uma empresa ser sustentável.
Como calcular o carbono neutro?
O cálculo da neutralidade de carbono começa com a determinação da pegada de carbono de uma indústria, produto, residência ou qualquer outro agente que deseje neutralizar suas emissões.
Existem calculadoras digitais (disponíveis em sites e aplicativos) e profissionais qualificados que conseguem medir a pegada de carbono considerando diversos elementos, que variam conforme o emissor.
Esses elementos incluem:
Total de indivíduos em uma residência e seus hábitos de consumo;
Meios de transporte utilizados e o tempo gasto em deslocamentos;
Quantidade de resíduos e lixo produzidos diariamente;
Tipo e quantidade de insumos e matérias-primas usados na produção agropecuária ou industrial;
Tipos de fontes de energia utilizadas.
Com base nesses e outros fatores, calcula-se a quantidade de carbono emitido que precisa ser compensada ou neutralizada. 
Carbono neutro no Brasil: saiba tudo sobre este cenário
A neutralização do carbono é uma meta significativa estabelecida pelo Brasil durante a COP26, a Conferência do Clima das Nações Unidas realizada em Glasgow, na Escócia, em 2021.

Na ocasião, o país se comprometeu a alcançar a neutralização das emissões de carbono até 2050, um prazo alinhado com as recomendações do Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas (IPCC) para evitar a instalação de um cenário climático irreversível.

Esse objetivo de neutralização é a última fase de um processo gradual que visa a redução das emissões de gases de efeito estufa. O Brasil se propôs a diminuir suas emissões em 37% até 2025 e em 43% até 2030.

Para alcançar a neutralidade de carbono, o Ministério do Meio Ambiente delineou várias medidas e metas que devem ser implementadas a médio e longo prazo. Entre essas ações estão o fim do desmatamento ilegal, o reflorestamento de áreas degradadas, incluindo a recuperação de pastagens, o aumento da participação de fontes renováveis na matriz energética e a ampliação da malha ferroviária.

Além dessas iniciativas, o Brasil abriga diversas instituições e empresas que promovem a certificação de carbono neutro. Nos últimos anos, houve um aumento no número de estabelecimentos que buscam essa certificação, refletindo um crescente interesse por práticas sustentáveis.

Exemplos notáveis incluem a primeira fazenda de café carbono neutro, localizada em Três Pontas, Minas Gerais, e um restaurante-escola do Senac em Salvador, que foi o primeiro do Brasil a obter o selo de carbono neutro.

Em 2023, o Brasil implementou uma nova medida para avançar em direção à sua meta de neutralidade de carbono: o Certificado de Crédito de Reciclagem de Logística Reversa (CCRLR). Essa iniciativa visa incluir organizações de catadores e catadores individuais no processo de compensação. Cada crédito de reciclagem equivale a uma tonelada de carbono não emitida na atmosfera, contribuindo para o esforço nacional de redução das emissões.

Essas ações, sem dúvidas, demonstram o comprometimento do Brasil em enfrentar os desafios climáticos e buscar um futuro mais sustentável.
Benefícios do carbono neutro para o meio ambiente e a economia
O carbono neutro oferece diversos benefícios tanto para o meio ambiente quanto para a economia. 

Do ponto de vista ambiental, a neutralização de carbono desempenha um papel fundamental na redução dos gases de efeito estufa na atmosfera, ajudando a reduzir o aquecimento global e seus efeitos adversos. Essa ação é vital para a preservação da biodiversidade, uma vez que ecossistemas saudáveis são essenciais para a sobrevivência de diversas espécies.

Além disso, iniciativas de reflorestamento e conservação de áreas naturais, que geralmente acompanham a neutralização, contribuem para melhorar a qualidade do ar e da água, além de proteger os solos.

Na esfera econômica, o carbono neutro pode impulsionar a inovação e o crescimento de novos setores. 

A demanda por tecnologias limpas e sustentáveis cria oportunidades de negócios e empregos em áreas como energias renováveis, transporte sustentável e agricultura ecológica. Empresas que adotam práticas de neutralidade de carbono também podem se beneficiar de economias em custos operacionais, ao utilizar recursos de forma mais eficiente e reduzir desperdícios.

Além disso, a adoção de estratégias de carbono neutro pode melhorar a imagem e a reputação das empresas, atraindo consumidores cada vez mais conscientes sobre questões ambientais.

A transparência em relação às práticas sustentáveis pode fortalecer relacionamentos com clientes, investidores e comunidades, contribuindo para a fidelização e a valorização da marca.

Os benefícios do carbono neutro se estendem além do meio ambiente, promovendo uma economia mais resiliente e sustentável, capaz de enfrentar os desafios das mudanças climáticas e de construir um futuro melhor para todos.
Como a Klabin trabalha para atingir a neutralidade de carbono?
A gestão da pegada de carbono é uma das prioridades centrais do abrangente plano de sustentabilidade da Klabin.

Como a maior produtora e exportadora de papel do Brasil, a empresa se destaca como pioneira em iniciativas voltadas para a descarbonização, buscando minimizar seu impacto ambiental e promover práticas mais sustentáveis.

Além de monitorar cuidadosamente seu inventário de emissões de gases de efeito estufa conforme as diretrizes do Programa Brasileiro GHG Protocol, a Klabin gerencia uma vasta área florestal com 356 mil hectares de florestas plantadas produtivas e diversas florestas nativas preservadas. Essas árvores desempenham um papel fundamental na remoção de poluentes da atmosfera, através do sequestro de carbono.

Em 2021, as florestas da Klabin capturaram 12,1 milhões de toneladas de gases de efeito estufa, superando significativamente o volume de emissões geradas por toda a cadeia produtiva, que foi de 7,2 milhões de toneladas.

Dentro da sua Agenda de Desenvolvimento Sustentável, a empresa estabeleceu metas específicas para o controle das mudanças climáticas. Um dos objetivos é reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 49% por tonelada de produto (celulose, papel e embalagens) até 2035. 

Em parceria com a Rede Brasil do Pacto Global da ONU, a Klabin lidera a campanha Impacto NetZero, que incentiva empresas de todos os tamanhos e setores a adotarem práticas sustentáveis para reduzir sua pegada de carbono.

Esse compromisso com a sustentabilidade rendeu à Klabin reconhecimento tanto nacional quanto internacional. No Brasil, a empresa foi agraciada com o Selo Clima Paraná, em reconhecimento às suas ações contra as mudanças climáticas

Além disso, a Klabin foi a única empresa da América Latina a integrar o COP26 Business Leaders, um grupo de referência em sustentabilidade corporativa na Conferência das Partes da ONU!

Não deixe de ler: Painel ESG Klabin.

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